Histórico
A História
A Companhia foi criada em 1975, ano da fusão entre os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, e desde então sua equipe de profissionais intensificou o trabalho que já vinha sendo feito em prol do abastecimento com água de qualidade e do saneamento básico no estado.
A CEDAE nasceu da união de três empresas: a Companhia Estadual de Águas da Guanabara (Cedag), a Empresa de Saneamento da Guanabara (Esag) e a Companhia de Saneamento do Estado do Rio de Janeiro (Sanerj).
Muitas transformações entraram para a História, com recordes, experiências, projetos, grandes feitos de Engenharia e formação de profissionais de alto nível. Com a concessão dos serviços de distribuição de água e de coleta e tratamento de esgoto, em 2021, a CEDAE passou a concentrar investimentos e esforços na produção e fornecimento de água para as concessionárias. Foi um passo importante para ampliar a segurança hídrica do Estado do Rio de Janeiro.
1954
Para atender ao Leste Metropolitano, é inaugurada a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Laranjal, em São Gonçalo, interligada ao sistema de captação de água bruta no Canal de Imunana, formado pelos rios Guapiaçu e Macacu.
1955
A transposição das águas dos rios Paraíba do Sul e Piraí para a bacia do Rio Guandu possibilita, em agosto de 1955, a inauguração da primeira etapa da ETA do Guandu, em Nova Iguaçu.
1965
Dez anos depois, com mais uma etapa concluída, a capacidade de produção do sistema Guandu chega a 13.800 l/s.
1966
A Elevatória do Lameirão entra em operação como a maior estação subterrânea do mundo, com as estruturas hidráulicas a 64 metros abaixo do nível do terreno. No mesmo ano é criada a Companhia Estadual de Águas da Guanabara (Cedag).
Décadas de 70 e 80
1974
Após sua primeira grande reforma de ampliação, a ETA Guandu passou a produzir 24 mil l/s. A necessidade fora apontada por estudos da Agência Americana para Desenvolvimento Internacional.
1975
Em 15 de março deste ano histórico, fundiram-se os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro. A CEDAE nasceria no mesmo ano, no dia 1º de agosto, resultado da junção de três empresas publicas: Cedag, Esag e Sanerj.
1982
A CEDAE conclui a obra de modernização que tornaria o Sistema Guandu o maior parque de produção de água da América Latina. A construção da NETA (Nova Estação de Tratamento de Água) aumentou a produção de água de 24 mil l/s para 43 mil l/s.
Décadas de 90 e 2000
1997
A Nova Estação do Lameirão (NEL) é ativada com duas novas bombas de recalque. Sua capacidade foi ampliada, reforçando a oferta de água.
1998
A inauguração da ETA Laranjal 3 conclui o complexo de produção e fornecimento de água potável do Leste Metropolitano. O sistema já havia passado por duas ampliações – em 1962 e em 1982.
2001
A CEDAE lança o programa Replantando Vida, unindo preservação ambiental e ressocialização de apenados do sistema prisional estadual, em parceria com a Fundação Santa Cabrini (FSC).
2007
A ETA Guandu entra no Guinness Book, O Livro dos Recordes, como a maior estação de tratamento de água do mundo em produção contínua.
2009
Inaugurada a UniverCEDAE, Universidade Corporativa, em São Cristóvão. O projeto oferece diversos cursos de qualificação, treinamento básico e pós-graduação para treinar funcionários da empresa.
Décadas de 2010 e 2020
2011
Administração da empresa é centralizada no Edifício CEDAE, na Avenida Presidente de Vargas, altura da Praça Onze. O edifício tem especificações técnicas elevadas, boa imagem corporativa e classificação Buildings A.
2012
Inaugurado o Centro de Controle Operacional (CCO) do Edifício CEDAE. Na sala de monitoramento, é possível supervisionar a operação dos grandes sistemas operados pela empresa.
2015
Pacote de obras de infraestrutura anunciado pelo Estado inclui uma nova ETA em Nova Iguaçu, o Novo Guandu, com capacidade de produzir mais de 12 mil l/s de água. O plano prevê reservatório de 53 milhões de litros.
2016
Para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, a CEDAE elaborou um planejamento prévio de obras e ações que ficaram como legado para a cidade do Rio de Janeiro.
2021
Primeiro leilão de concessão da CEDAE ocorre em 30 de abril, na sede da B3, em São Paulo. Os contratos de concessão seriam assinados em agosto.
Em setembro, CEDAE inicia recuperação da mata ciliar às margens do Rio Guandu, com previsão de plantio de 1 milhão de árvores em até cinco anos.
Em novembro, a pedido da Águas do Rio, é encerrado antecipadamente o período de operação assistida, e a concessionária assume a distribuição de água e a coleta e tratamento de esgotos nos Blocos 1 e 4.
Em parceria com a Secretaria de Estado de Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), CEDAE lança em novembro o Verão Guandu 2022.
Em 29 de dezembro, a Águas do Brasil arremata o bloco 3 por R$ 2,2 bilhões, um ágio de 90%. Após a assinatura do contrato segue-se um período de até 180 dias de Operação Assistida.
2022
Para garantir a qualidade da água captada nas lagoas do Guandu, a CEDAE instalou, em março, oito boias, carregadas por energia solar, que emitem ondas de ultrassom de baixa potência capazes de monitorar e controlar a proliferação das algas.
Com investimento de mais de R$ 2 bilhões, as obras do Novo Guandu, sistema que vai beneficiar 3 milhões de pessoas na Baixada Fluminense e na Zona Oeste do Rio, foram iniciadas em abril.
O pacote de modernização do Sistema Imunana-Laranjal foi iniciado em abril.
Os cinco mananciais que abastecem parte de Nova Iguaçu e Duque de Caxias (Xerém, Mantiquira, Rio D’Ouro, São Pedro e Tinguá) vão fornecer água para tratamento em três novas ETAs automatizadas, com obras iniciadas em abril.
Em agosto, a CEDAE inaugurou o novo sistema de abastecimento de Japeri. Com investimento de mais de R$ 23 milhões, o empreendimento beneficia cerca de 100 mil pessoas.
Cada vez mais focada em ações sustentáveis e práticas voltadas à agenda ESG, a CEDAE passou a integrar, em setembro, o Pacto Global da Organização das Nações Unidas – ONU, a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo.
2023
Inaugurado em março de 2023, o Libra, novo laboratório da ETA Guandu, garante mais eficiência ao processo de análise da água.
Em parceria com a ONG The Nature Conservancy e com a Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), a CEDAE lançou, em junho, o Programa de Restauração Florestal do Corredor Tinguá-Bocaina.
Em julho, a CEDAE iniciou as obras da Estação de Tratamento de Água (ETA) Xerém, em Duque de Caxias. Com vazão de 1,3 mil litros por segundo, a maior ETA com sistema de ultrafiltração do Brasil.
No dia 1º de agosto, a CEDAE inaugurou um novo viveiro florestal dentro da Penitenciária Luis Fernandes Bandeira Duarte, no distrito de Bulhões, em Resende, o segundo dentro de um presídio, com cultivo anual de 120 mil mudas.
Em agosto, o novo Centro de Controle Operacional (CCO) da CEDAE, no bairro de Vila Isabel, entrou em operação, com o monitoramento de oito sistemas produtores de água, que atendem mais 2,5 milhões de pessoas na Região Metropolitana.
A Companhia instalou sistemas de energia fotovoltaica nas represas do Sistema Acari, responsáveis pelo abastecimento de parte de Duque de Caxias e de Nova Iguaçu, reduzindo a poluição sonora e a emissão de dióxido e monóxido de carbono no interior da reserva.
2024
Novos motores no Lameirão garantem resiliência e segurança do abastecimento. Foram investidos R$ 15 milhões em dois motores para bombear 6,9 mil l/s e economizar R$ 5 milhões/ano em energia.
2025
Em agosto, a CEDAE completa 50 anos de história.
O ETA GUANDU comemora 70 anos.
Em novembro, a CEDAE ganha o Oscar do Saneamento.